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Flattr Plus – O novo Negócio de Peter Sunde

31 maio 2016
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Peter Sunde é mais do que o co-fundador do The Pirate Bay, ele é o anti-herói da era digital. Aquele cara procurado pela polícia que você quer ser amigo. Em vez de máscara e capa de herói, microfones, servidores e publicações são as ferramentas para seu ativismo para discussão de licenças, copyright, compartilhamento de arquivos e cultura digital.

O The Pirate Bay, como bem sabemos, é o site mais popular de torrents e compartilhamento de arquivos do mundo. Enfrentou a justiça de múltiplos países – respondendo em formas, digamos, inusitadas. A principal advogada que representava Hollywood contra eles chamou a legião dele e seguidores, vulgos todos que baixavam filmes por lá, de “culto”. Só que a tal bacharel e também representava a excêntrica religião-dos-ricos-e-famosos – a Cientologia. O que eles fizeram? Criaram uma religião na Suécia – a Kopimi, que acredita que o compartilhamento de arquivos é uma virtude sagrada. Segundo ele, custou 50 euros fundar uma religião, ele até casou na sua própria igreja. Nada como utilizar os próprios argumentos da advogada contra ela, não?

Enquanto os processos continuavam, as produtoras exigiam valores com uma quantidade risível de “zeros” no final. Sua resposta? Construiu uma “Kopimashin”, uma máquina feito no Raspberry Pi cuja rotina era fazer 100 cópias por segundo do single “Crazy” (saudades Gnarls Backley), e jogar fora. Dessa forma, ele demonstrou que o valor pedido dobrou em dois dias. O objetivo? Demonstrar que o processo de atribuir um valor a uma cópia é fútil e ineficiente – e virou até projeto de arte.

Aqui que entra o novo empreendimento: Flattrr Plus

Durante o evento, o lançamento – como outras ferramentas de “contentfunding”, o objetivo é dar a oportunidade às pessoas pagarem diretamente aos produtores de conteúdo. Resumindo: eu decido que tudo que eu vejo online de graça, para não ter propaganda, pagaria R$ 40,00 (vamos supor). Na teoria, eles repartem todo esse bolo de forma “justa” entre os sites e plataformas que você assistiu. Isso se baseia não apenas em cliques, mas como o tempo que você se engajou, ficou na mesma página, atenção, entre outros critérios.

Além disso eles também bloqueiam todos os anúncios existentes. Pois a propaganda, segundo eles, é aquele amigo que está sempre lá, mas que ninguém gosta…

Não depender da propaganda para produção: será que a audiência está preparada para pagar por isso? E as plataformas digitais? E os produtores de conteúdo? É justo com as agências e marcas?


Fonte: Update or Die



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